
Se lhe pego correndo novamente com aqueles garotos, se lhe pego a se divertir furando os gatos da rua de trás, não sabe do que sou capaz. Um animal, é o que você é, quando pinica os olhos dos gatunos com as seringas do teu pai. Se não gosta de animais porque me pediu um cachorro de aniversário, está aí, mal-cuidado, e se furassem a ele também; sairia atirando pedras no malfeitor, correria para amaldiçoa-lo, não, choraria indefeso na barra da minha saia. A vontade que me dá é de pinicar os olhos do teu cão, vê-los vazar, para que você saiba o que é um olho a menos. Como faz falta um olho a menos e olhe que viemos com dois. Queria ver o teu cão mancando, batendo com a cabeça nas portas, tateando os terrenos, latindo para as paredes, cagando sobre o teu travesseiro. Se te pego de novo furando os olhos de um gato, furo eu mesma os teus. Vou presa por cegar um filho mas com o dever cumprido; lhe prefiro cego do que malfeitor. Crio um filho cego, estás me ouvindo, não se faça de surdo, mas não crio um bandido. Começa por gatos… Depois esta aí torturando passarinhos… Estás me ouvindo… Abandonando mulheres, batendo em indefesos… Estás me ouvindo… Surrando crianças e eu que tenho de ouvir dos pais… Estás me… Se te pego furando o olho de um gato, se te pego a pinicar animais…





